Linhas de Orientação do Compromisso


A evolução espiritual, cura e ascensão do Ser requer um compromisso diário em observar-se a si mesmo e tomar as devidas ações para mudar. O Ser deverá procurar ser íntegro, sem julgamento, nos seus pensamentos, emoções, palavras e ações para conseguir alinhar a sua personalidade, ego, ao seu Eu Superior, à sua Presença Divina EU SOU.


Hoje partilho convosco as Linhas de Orientação do Compromisso extraídas do livro "Aliança Espiritual" de Gary Zukav. Bênçãos, Anabela.


« 1- CENTRAR-ME NO QUE POSSO APRENDER SOBRE MIM MESMO todo o tempo, em especial a partir das minhas reações (como a raiva, o medo, o ciúme, o ressentimento e a impaciência), em vez de julgar ou pôr as culpas nos outros ou em mim próprio.


Isto constitui o cerne do crescimento espiritual, o cerne de criar poder autêntico e de co-criar com o Universo: Mude-se a si próprio. Permita-se ser flexível e ágil em vez de ser rígido e desejoso de impor justiça. Assuma que a sua perturbação emocional, toda ela, tem a ver única e simplesmente consigo próprio. [...] Em vez de tentar modificar os outros para se sentir seguro e precioso, encontra as fontes internas da repulsa por si próprio, de não gostar de si e de se odiar a si mesmo, e cura-as; descobre as fontes internas da sua gratidão, a sua paciência e o apreço e cultiva-as. [...] Mude em si o que quer alterar no mundo. Se quiser ver menos inveja no mundo, torne-se menos invejoso. Se quiser ver menos raiva no mundo, torne-se menos irado. Se quiser ver mais amor no mundo, torne-se mais amoroso. [...]


2- PRESTAR ATENÇÃO ÀS MINHAS EMOÇÕES sentindo as sensações físicas nos meus centros energéticos (como as regiões do meu peito, plexo solar e garganta).


Usar o corpo para crescer espiritualmente enraíza-o na realidade das suas emoções. Trá-lo até ao momento presente. Nada é mais eficaz a tirá-lo das suas fantasias, imaginações e devaneios. Na realidade, estes últimos são maneiras de evitar as suas emoções. [...] Quando as sensações que tem perto dum centro energético (como a garganta, o peito, ou o plexo solar) são desconfortáveis ou dolorosas, há uma parte receosa da sua personalidade que está ativa, independentemente do que você estiver a pensar, a imaginar ou a fazer. Quando elas são agradáveis, há uma parte amorosa que está ativa, independentemente do que você estiver a pensar, a imaginar ou a fazer. É esta informação que não tem preço. O seu corpo não lhe irá mentir. [...] Seja paciente. Por vezes terá sensações dolorosas perto de alguns centros energéticos e sensações agradáveis perto de outros. As primeiras estão a processar a energias que flui através deles no medo e na dúvida, e as segundas estão a processá-la em amor e confiança. [...]


3- PRESTAR ATENÇÃO AOS MEUS PENSAMENTOS (como julgar, analisar, comparar, devanear, planear a minha resposta, etc, ou pensamentos de gratidão, apreço, contentamento, abertura à Vida, etc)


Às vezes é preciso ter prática para desenvolver consciência emocional. Trata-se dum processo de desenvolvimento, como aprender a ler. [...] Se não conseguir sentir as suas emoções sob a forma de sensações físicas no corpo, continue a tentar. [...] Entretanto, os seus pensamentos dão-lhe a mesma informação. [...] As sensações dolorosas surgem ao mesmo tempo que os pensamentos que são de crítica, raiva, medo, julgamento, etc. As sensações agradáveis ocorrem ao mesmo tempo que os pensamentos de perdão, carinho, paciência, gratidão e por aí em diante. [...]


4- PRESTAR ATENÇÃO À MINHA INTENÇÃO (como culpabilizar, julgar, sentir necessidade de ter razão, buscar admiração, refugiar-se nos pensamentos (intelectualizar), tentar convencer, etc, ou cooperar, partilhar, criar harmonia e reverenciar a Vida).


Reparar na sua intenção é algo semelhante a reparar no seu futuro. São as suas intenções que criam as suas experiências. Quando sabe qual é a sua intenção, sabe o que está a criar, e as experiências que cria não o surpreenderão quando as encontrar. As intenções que desconhece (as suas intenções inconscientes) criam com tanto poder como aquelas que conhece, só que, como não as conhece, não tem noção do que está a criar. As experiências criadas pelas intenções inconscientes surpreendem-no sempre que surgem e nunca são agradáveis. Uma pessoa que cuida dos outros para sentir que tem valor e que é importante, por exemplo, fica frustrada, e a seguir zangada, quando os seus esforços não são apreciados. [...] O seu cuidado é pegajoso. Vem com segundas intenções, como por exemplo, a necessidade de ser apreciado. As pessoas sentem esta necessidade e não querem pagar o preço do seu "cuidado" porque, afinal, ela cuida de si própria e não deles. [...] Escave o mais fundo que puder, para encontrar a sua intenção antes de agir, e as consequências que ela criar não o surpreenderão. Se surpreenderem, da próxima vez escave mais fundo antes de agir. »


PS: Podes usar a imagem deste artigo para te ajudar a expandir a tua consciência. Basta olhar para ela e respirar. Também podes partilhá-la, apenas te peço que mantenhas os créditos da imagem. Gratidão! Anabela


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