Despertar da Centelha Divina, Mudança, Parceria Espiritual


MUDANÇA é a palavra de ordem do último trimestre de 2021 e esta mudança está a ocorrer dentro de cada um, de acordo com o seu próprio Bem Supremo (quer estejamos conscientes disso ou não). O que já não nos serve, está a sair das nossas vidas e é importante largar o velho e dar as boas vindas ao novo! Esta mudança está a ocorrer multidimensionalmente e afeta os nossos corpos mental, emocional, físico, etérico, entre outros, bem como o nosso Coração Sagrado Multidimensional (que tem vindo a ser fortemente ativado pelo núcleo cristal da Terra e os códigos diamantinos da Fonte). A nível físico, estas mudanças podem manifestar-se de diversas formas: desde relacionamentos que já não nos servem a terminarem; pessoas próximas a desencarnarem; deslocamentos geográficos que nos levam a aproximarmos de outras pessoas que procuram Parceria Espiritual; etc. A aceitação desta mudança deve começar primeiramente dentro de nós mesmos para que consigamos aceitar o caminho que os outros tenham escolhido, quer a nível de personalidade (conscientemente) ou a nível de alma (inconscientemente). Lembrem-se sempre: « Quando se fecha uma porta, abre-se uma janela! ».


Para muitos, isto está a ser o Despertar da Centelha Divina. E isto faz parte da Ascensão! E assim é! :)


Vou deixar-vos um pequeno excerto do livro "Aliança Espiritual" de Gary Zukav, que ajuda a compreender o que é uma Parceria Espiritual. Bênçãos, Anabela.


« [...] Durante o tempo em que vivi numa pequena comunidade na montanha, pertenci a um grupo de homens que se reuniram semanalmente durante 2 anos. Éramos um grupo de apenas 4 e tornámo-nos muito próximos. Acabámos por dar valor uns aos outros e por apreciar o tempo que passávamos juntos. Dávamos passeios de bicicleta de montanha, fazíamos esqui, caminhadas e explorávamos a natureza juntos. Partilhávamos as nossas casas uns com os outros, jantávamos juntos e pedíamos mutuamente auxílio, como quando regressei a casa de uma viagem e encontrei a água gelada nos canos. Discutimos e reconciliámo-nos, desenvolvemos simpatia e empatia, brincámos e consolámo-nos uns aos outros. Resumindo, partilhámos as nossas vidas e enriquecemo-nos imenso mutuamente.

O nosso grupo separou-se quando um dos homens partiu, mas a amizade com ele permaneceu forte e próxima. Sentia que o conhecia e que ele me conhecia. Foi por isso que fiquei atordoado de choque ao saber que ele se tinha enforcado. Não consegui responder à voz ao telefone que mo anunciou (um membro do nosso grupo), nem pousar o auscultador. Senti vontade de vomitar e ao mesmo tempo percebi que era porque não conseguia digerir o que acabara de ouvir. As horas que se seguiram foram tumultuosas. Primeiro vieram as lágrimas e depois uma raiva feroz. "Porque fizeste isto? Julgas que és o único no mundo? Julgas que os outros não têm sentimentos? E nós? E eu? Nem sequer disseste adeus." A seguir veio uma enorme onda de mágoa. Chorei sem querer ou conseguir parar.

Na noite anterior, a Linda e eu tínhamos ido ouvir uns monges vindos de um mosteiro tibetano na Índia e ficáramos sensibilizados pelo poder dos seus cânticos. Agora, depois de ter tido conhecimento da morte do meu amigo, embora fosse tarde, senti vontade de os ir visitar! Telefonámos aos seus anfitriões, que nos convidaram para ir a sua casa. Quando chegámos, os monges estavam bastante despertos e cheios de vivacidade. Fiz os possíveis por explicar o suicídio do meu amigo ao superior e o motivo pelo qual estávamos ali (embora me fosse desconhecido). Falar era difícil porque cada nova onda de mágoa me sufocava e a única coisa que conseguia fazer era parar durante alguns instantes e tentar recuperar a respiração e a voz. Quando terminei, o superior, que tinha estado a escutar atentamente, limitou-se a dizer: "Já que não pode fazer nada pelo seu amigo, porque não se descontrai? Querem jantar connosco?" Eu não podia antecipar o efeito que as suas palavras tiveram em mim. Por um momento, a minha mágoa abrandou. O seu convite pareceu-me muito apropriado e a sua observação evidente. Embora uma parte de mim (uma parte receosa) quisesse chorar, resolvi ficar para jantar e a Linda concordou.

Essa foi uma decisão importante para mim. Os monges levaram para a Índia uma fotografia do meu amigo (a melhor fotografia que tinha dele) para a colocarem no templo, durante 1 ano, e ainda me lembro da inesperada refeição tardia que a Linda e eu partilhámos com 20 companheiros risonhos e de coração leve, no dia em que um dos meus amigos mais queridos se suicidou. Não sei se os monges pensavam em termos de desafiar partes receosas da personalidade, mas ajudaram-me a desafiar uma parte receosa da minha. Eu ainda tinha lágrimas e tristeza para sentir (mais experiências de partes receosas da minha personalidade), mas aprendera uma lição. Vi que a minha mágoa não deprimiu os monges; em vez disso, a sua alegria elevou-me. Mais do que isso, vi que a minha vida não precisava de seguir um caminho descendente de dor e de mágoa durante vários anos. Eu podia escolher outro caminho e, com efeito, foi o que fiz naquele momento.

Aqueles monges animados foram muito mais para mim do que amigos, embora não nos conhecêssemos até àquele momento. Eles deram-me algo diferente e refrescante e mais curador do que uma amizade. Eles não me consolaram ("Uma tragédia como essa deve ser difícil de suportar"), nem me transmitiram a sua compreensão ("O meu irmão também faleceu este ano"), nem me deram conselhos ("É melhor olhar em frente do que olhar para trás"), nem apoiaram de qualquer forma o medo que me percorria, tolhia, paralisava e envolvia. Em vez disso, mostraram-me uma maneira de estar com os outros que é muito mais compensadora, que alegra e confere muito mais poder do que amizade. Eu já ouvira falar dessa via e até escrevera acerca dela. Eles ajudaram-me a experienciá-la de uma maneira que eu nunca tinha experienciado. Essa via tem um nome.


Parceria Espiritual.

A Parceria Espiritual é uma parceria entre iguais com o propósito de crescimento espiritual. [...] Os parceiros estão juntos para se ajudarem a crescer espiritualmente, em vez de ser para aumentarem o seu conforto e segurança física. As parcerias espirituais são veículos que as pessoas multissensoriais usam para criar poder autêntico e apoiarem-se mutuamente na criação de poder autêntico. [...] O objetivo que partilham é o crescimento espiritual e cada um sabe que deve ser ele ou ela a alcançá-lo. O seu compromisso é uma promessa para com o seu desenvolvimento espiritual, uma determinação de se moverem para a totalidade do seu próprio potencial, de modo a concederem os dons que nasceram para dar. Os parceiros espirituais mergulham nos seus medos mais profundos - as suas experiências de impotência - com a intenção de os curarem por completo. »


PS: Podes usar a imagem deste artigo para te ajudar a Despertar a tua Centelha Divina. Basta olhar para ela e respirar. Também podes partilhá-la, apenas te peço que mantenhas os créditos da imagem. Gratidão! Anabela


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